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Voluntrio

Êxodo 25:1-8

Então falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada. E esta é a oferta alçada que recebereis deles: ouro, e prata, e cobre, e azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras, e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso, pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral. E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.

 

Deus chamou a Moisés e lhe disse para levantar uma oferta. Não eram dízimos, primícias ou qualquer outro tributo. Os recursos que seriam arrecadados não deveriam ser por imposição. Essa era uma oferta espontânea de louvor, uma oferta vinda de cada coração.

 

Fiquei pensando nisto e o verso 8 me chamou muita atenção. Observe: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles”.

 

Ao ler e reler este texto, o Senhor ministrou ao meu coração que: Deus se manifesta em muitos lugares, mas Ele HABITA onde há voluntariedade.

 

O Tabernáculo de Moisés foi 100% erguido de ofertas voluntárias. O desafio da oferta foi feito por Moisés. Certamente muitos ofertaram e, é claro, muitos outros não. Posso até imaginar o pensamento de alguns: “O que? Eu passo a minha vida toda como escravo no Egito e agora que tenho este ouro, Deus quer que eu o entregue? Isto é coisa de Moisés... Não pode ser de Deus...”.

 

Sabemos que o Tabernáculo de Moisés se tornou um memorial eterno, afinal, até hoje, 3.500 anos depois a gente fala e ministra sobre ele. Penso que os que ofertaram também tinham seus sentimentos: “Puxa, meu brinco de ouro se tornou parte da Arca de Deus”; “Meu bracelete agora faz parte da Menorah”; “Meu melhor tecido hoje oculta o Santo dos Santos”.

 

Que privilégio! Que memorial! Mas isso não foi um privilégio somente daquela geração, creio que ainda hoje é assim. Igreja é um lugar de se construir o invisível, de levantar memoriais eternos para Deus. Uns participam, outros não.

 

O testemunho de Davi

 

II Samuel 7:1-2

E sucedeu que, estando o rei Davi em sua casa, e tendo o SENHOR lhe dado descanso de todos os seus inimigos em redor, disse o rei ao profeta Natã: Eis que eu moro em casa de cedro, e a arca de Deus mora dentro de cortinas.

 

Observe o coração de Davi neste capítulo. Ele estava “curtindo” o melhor da vida, morando em um palácio, reinando uma nação forte e em paz. Mas Davi não estava satisfeito, ele queria fazer algo para Deus.

 

Deus nunca o pediu para construir uma Casa para Ele, na verdade, depois até o proibiu. Mas Deus certamente gostou de ver a voluntariedade no coração de Davi. Falamos do Templo de Salomão, mas às vezes nos esquecemos que tudo veio de Davi: a idéia e o desejo de construí-lo, o projeto e também os recursos:

 

I Crônicas 29:1-9

Disse mais o rei Davi a toda a congregação: Salomão, meu filho, a quem só Deus escolheu, é ainda moço e tenro, e esta obra é grande; porque não é o palácio para homem, mas para o SENHOR Deus.

Eu, pois, com todas as minhas forças já tenho preparado para a casa de meu Deus ouro para as obras de ouro, e prata para as de prata, e cobre para as de cobre, ferro para as de ferro e madeira para as de madeira, pedras de ônix, e as de engaste, e pedras ornamentais, e pedras de diversas cores, e toda a sorte de pedras preciosas, e pedras de mármore em abundância.

E ainda, porque tenho afeto à casa de meu Deus, o ouro e prata particular que tenho eu dou para a casa do meu Deus, afora tudo quanto tenho preparado para a casa do santuário:

Três mil talentos de ouro de Ofir; e sete mil talentos de prata purificada, para cobrir as paredes das casas.

Ouro para os objetos de ouro, e prata para os de prata; e para toda a obra de mão dos artífices. Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao SENHOR?

Então os chefes dos pais, e os príncipes das tribos de Israel, e os capitães de mil e de cem, até os chefes da obra do rei, voluntariamente contribuíram.

E deram para o serviço da casa de Deus cinco mil talentos de ouro, e dez mil dracmas, e dez mil talentos de prata, e dezoito mil talentos de cobre, e cem mil talentos de ferro.

E os que possuíam pedras preciosas, deram-nas para o tesouro da casa do SENHOR, a cargo de Jeiel o gersonita.

E o povo se alegrou porque contribuíram voluntariamente; porque, com coração perfeito, voluntariamente deram ao SENHOR; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria.

 

Percebeu? Assim como o Tabernáculo de Moisés, o Templo de Jerusalém foi construído por ofertas voluntárias, ofertas de louvor 100% espontâneas vindas de corações inteiros diante de Deus. É só observar o versículo 9:

“E o povo se alegrou porque contribuíram voluntariamente; porque, com coração perfeito, voluntariamente deram ao SENHOR”.

 

Mais uma vez: Deus se manifesta em muitos lugares, mas Ele HABITA onde há voluntariedade.

 

O testemunho de Maria

 

Maria foi uma mulher privilegiada. Certamente a mais privilegiada entre todas as mulheres da Terra, afinal ela participou ativamente do processo da encarnação. Sabemos que ela não é a “mãe de Deus”, como muitos afirmam, mas é a mãe do Homem Jesus. Deus Pai precisava de um ventre para gerar Seu Filho como homem. Observando a vida de Maria podemos ver claramente esta mulher como uma voluntária em muitos momentos de sua vida.

 

Quando veio o chamado de gerar o Menino, ela respondeu “Eis aqui a serva do Senhor”.

 

Lucas 1:38

Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.

 

Por todo tempo em que Jesus Se manifestou em Seu ministério, Maria poderia ter reivindicado uma posição mais alta que os outros discípulos, mas nunca o fez. Ela seguiu humildemente a Jesus até a Sua morte na cruz do Calvário.

 

João 19:25

E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena.

 

Ela se juntou aos outros discípulos esperando com orações e jejum a vinda do Espírito Santo.

 

Atos 1:14

Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.

 

Deus habita onde há voluntariedade. Jesus escolheu uma voluntária para habitar corporalmente por nove meses.

 

Voluntariedade tem um preço

 

Se lermos os primeiros capítulos do livro de Levítico, vamos conhecer inúmeros tipos de ofertas que deveriam ser levadas a Deus e seus respectivos propósitos:

 

Oferta de Holocaustos

Oferta de Manjares

Oferta pelos pecados do sacerdote

Oferta pelos pecados do povo

Oferta pelos pecados do príncipe

Oferta pelos pecados de outras pessoas

Oferta pelo pecado oculto

Oferta pelo sacrilégio

Oferta pela culpa

 

E por fim encontramos a oferta chamada de “Sacrifícios da Paz” ou “Oferta voluntária”. (Levítico 3 e Levítico 5)

 

Não era algo muito simples. Leia os textos e confira que uma oferta voluntária, isto é, uma oferta que não “pagava” por nenhum tipo de pecado, mas demonstrava um coração grato a Deus, exigia TEMPO, ENERGIA e RECURSOS.

 

Requisitos para ser um voluntário

 

Isaías 6:1-8

No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.

Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.

E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.

E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.

Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos.

Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;

E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado.

Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

 

O chamado de Isaías:

 

1 - Revelação

Para que o Senhor nos chame precisamos ser despertados para Ele. Precisamos vê-Lo, seja com nossos olhos carnais ou não, precisamos reconhecê-Lo assim como Ele é. Em outras palavras, precisamos ser iluminados pela Glória do Senhor, acordados em nosso espírito.

 

2 - Purificação

Quando Isaías viu o Senhor percebeu a necessidade de ser limpo de seus pecados. Ele viu sua pequenez. O serafim tocou-lhe nos lábios com uma brasa viva e isto o purificou.

Hoje não precisamos de uma brasa, pois temos o sangue do Cordeiro para nos purificar de todo pecado. Uma vez purificados, temos condições de responder à convocação de Deus: “Eis-me aqui Senhor. Envia-me a mim.”.

 

3 - Convocação

Você já se perguntou por que o Senhor fez aquela pergunta? Ali estavam: o Senhor, os anjos e só um homem: Isaías.

É óbvio que a pergunta “Quem há de ir por nós?” tinha um único endereço: Isaías.

Deus é um Deus pessoal. Ele fala conosco e nos faz desafios onde nos sentiremos como a única resposta para uma questão. Nossa parte é não fechar o coração e os ouvidos aos Seus desafios e Suas convocações.

 

O Senhor tem chamado voluntários para Seu Reino, pessoas de coração aberto, coração inteiro para fazer o que é necessário em Nome do Senhor. Não retroceda em seu chamado, você está escrevendo a história de sua vida e levantando memoriais eternos para o seu Deus.

 

O Senhor não quer somente Se manifestar a você, mas ter você como habitação de Seu Espírito. Seja, como diz a canção, uma Casa Favorita do Senhor.

 

Pastor Vinícius Portes de Souza

 

Palavra ministrada em 14/05/2011